sexta-feira, setembro 24, 2021
Curiosidades

A radicalidade do dropknee

O dropknee é uma modalidade praticada no mar em pranchas de bodyboard, porém com uma grande diferença: o atleta (praticante também conhecido como bodyboarder) fica com um pé sobre a prancha e a outra perna dobrada para trás. No bodyboard tradicional, o praticante fica deitado durante todo o percurso da onda.

Há bodyboarders que só surfam deitados e outros que apenas praticam o dropknee (dk), mas há muitas pessoas que aproveitam um pouco dos dois estilos, dependendo das condições das ondas, da formação e de outros fatores externos, como a direção do vento e a intensidade da ondulação.
Dicas:
  • Pessoas menores e mais leves têm, normalmente, mais facilidade em praticar o dropknee pois as manobras exigem muita agilidade).
  • Treine as descidas (também conhecidas como drops) em ondas menores, já quando elas estão estouradas, com bastante espuma. Quanto mais rápido você pode fazê-lo, mais fácil será depois ao descer as ondas maiores;
  • Bodyboarding e Dropknee são atividades relativamente perigosas – em primeiro lugar, você precisa saber nadar- podem resultar em ferimentos graves ou em casos extremos, morte. É recomendável realizar um treinamento adequado e antes de tentar praticar essa atividade.
História
O bodyboard assim como o surf teve seu início no Havaí e tomou a forma como conhecemos por volta da década de 1950. O dropknee é mais recente e as informações indicam que o atleta Jack “The Ripper” Lindholm foi um dos precursores dessa modalidade. Ele pode não ter sido o primeiro bodyboarder a enfrentar as grandes massas de água do North Shore havaiano, mas as suas primeiras “quedas” chamaram a atenção de surfistas e pessoas de diversas partes do mundo no final da década de 1970.
Foi no inverno de 1978 que “The Ripper” introduziu este novo estilo, metade de joelho, metade em pé, que mais tarde viria a ser conhecido como dropknee. Aqui no Brasil, essa atividade é ainda mais nova, mas o país já tem alguns atletas talentosos e que vem conquistando bons resultados em competições internacionais. Entre esses atletas estão o carioca Guido Nascimento, o alagoano Daniel Alves dos Santos e o pernambucano Marcelo Gomes. Aqui no país é a Confederação Brasileira de Bodyboard quem gerencia a modalidade.
Entre os mais renomados atletas estrangeiros estão o sul-africano Sacha Speckeer, os havaianos Bud Miyamoto, Miles Kauhaahaa e Kainoa McGee e o peruano Cesar Bauer, atual campeão mundial da modalidade.
Manobras:
  • Tubo: ficar, durante alguns instantes, totalmente encoberto pela onda, no espaço formado pela parede da onda e a projeção de sua crista, quando a mesma se quebra.
  • 360: girar num eixo perpendicular ao solo e no sentido do corte da onda (se estamos descendo uma onda para a esquerda, a rotação é feita para a esquerda), esta manobra pode ser feita em diversas seções da onda.
  • 360 invertido: girar no sentido contrário (para a direita numa onda para a esquerda), contra a força natural da onda. É mais difícil que o 360 convencional, pontuando melhor em campeonatos.
  • El rollo: pode ser ou não uma manobra aérea, bater contra a crista da onda, girar num eixo paralelo ao solo em torno de si e retornar a base dela mesma. Somente é considerada aérea caso o executor se separe da crista da onda, verticalmente, durante a realização da manobra.
  • Aerial: virar junto com a prancha contra a crista da onda, levantar vôo, e retornar a alguma parte da mesma.
  • ARS: Air Roll Spinner (literalmente o El Rollo 360 Aéreo) manobra aérea, onde se executa um El Rollo e, ainda no ar, inicia-se um 360, podendo completá-lo antes ou depois de aterrizar na onda novamente. Foi inventada pelo australiano Michael Eppelstun link
  • Backflip: manobra aérea inicia-se como um El Rollo ou Aerial, batendo-se contra a crista da onda e projetando-se no ar, executando um giro num eixo perpendicular ao solo (diferentemente do eixo paralelo seguido pelo El Rollo e ARS). Manobra muito arriscada devido à possibilidade de dano cervical..
  • Frontflip: manobra aérea inicia-se como um Out Of The Lip ou Aerial, batendo-se a favor da crista da onda e projetando-se no ar, executando um giro frontal num eixo perpendicular ao solo.
  • 360 aerial: manobra aérea, bater contra a crista da onda e girar 360 graus, num eixo horizontal, ainda no ar, voltando a aterrar em alguma parte da onda (quando feito no sentido contrário ao corte da onda é chamado 360 aéreo invertido, ou ainda, no Brasil, invertido aéreo).
  • Invertido aéreo: manobra executada quando o praticante vai em direção ao lip da onda, saindo totalmente da mesma executando um 360 invertido no ar, totalmente fora da onda.

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